Novo Estúdio: ACACA

19.03.2012  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Portfolio  |  Comente

ACACA - Um novo estúdio

Em 2007, eu montei meu primeiro portfolio de animações, com vídeos realizados para alguns “freelas” e animações experimentais. Em 2009, me associei com Eduardo Messias e começamos a produzir pela Rmax Studio projetos para agências de propaganda e produtoras de filmes. Agora em 2012, a Rmax deixou de existir. Nós nos juntamos com a diretora de animações e filmes Raquel Falkenbach, e montamos a ACACA - um novo estúdio de criação e produção de conteúdo, animações e filmes.

Nosso novo site contém um Reel que mostra projetos realizados para clientes como Axe, Almap BBDO, CloseUp, Cubo CC, Google, Greenpeace, Kibon, LG, MTV, Multishow e Y&R. Clique aqui para assistir.

Um obrigado muito especial a todos os nossos clientes, fornecedores, parceiros e amigos que nos ajudaram a chegar nesta nova fase, tão cheia de incríveis e vastas possibilidades.

Novo Projeto: LG “Se Busca Perro”

17.01.2012  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Portfolio  |  Comente

LG "Se Busca Perro"

Entre os vários projetos em que participamos no ano de 2011, o de maior duração foi o deste post, o filme “Se Busca Perro”, curta de quase 7 minutos produzido para a LG América Latina, através das agências Y&R Brasil e VML (antiga Energy, que foi atualmente adquirida pelo grupo internacional WPP).

Na produção deste job utilizamos a animação de personagens 2D, em uma espécie de estilo que podemos chamar de “Cut Out”, onde as personagens, os cenários e objetos em geral são constituídos de ilustrações, separados em vários pedaços (camadas) e finalmente animados. Mas a diferença fundamental deste projeto com relação aos outros que já produzimos foi o tamanho. Além do tempo de duração consideravelmente grande do filme, tivemos mais de 100 cenas, 03 personagens principais em diferentes poses, vários personagens secundários, e cerca de 15 cenários, com variações de enquadramentos e perspectivas. Podemos definir umas 7 fases do projeto, que seguem descritas abaixo:

1. Roteiro:


A campanha LG Life´s Good LAB aconteceu no Facebook e teve como objetivo promover a marca através de uma grande interação com os usuários da plataforma. Resumidamente, nesta campanha criada pela agência Energy, os usuários elaboravam idéias e conceitos de produtos para a LG, onde algumas idéias ganhavam prêmios e outras viravam roteiros de filmes e animações. No ano de 2010, produzimos algumas dessas animações, como o filme “LG Radio 2.0″.

O roteiro do filme “Se Busca Perro” foi então definido pela agência, baseado numa idéia de um usuário do Facebook que participou da campanha. Logo que entramos no projeto, conversamos com a agência sobre as referências que poderiam servir de inspiração para o filme: estilos de ilustrações, animações, narrativas e etc. Definindo esta parte, partimos para duas fases que aconteceram simultaneamente: Storyboard e Concepts.

2. Storyboard:

Páginas iniciais do StoryboardPáginas iniciais do Storyboard

Um fator muito interessante deste e de outros projetos em que já trabalhamos para a LG, é que tivemos muita liberdade para sugerir idéias e inserir algumas cenas no roteiro, de forma que a animação pudesse ser incrementada, mas sempre respeitando o briefing e o escopo do projeto.

Para valorizar então as idéias que surgiam enquanto conversávamos sobre o filme, eu montei o Storyboard com desenhos e rascunhos simples, focando cada uma das cenas em enquadramentos que ressaltavam o que as personagens estavam sentindo (às vezes, de forma bem exagerada) e as situações em que elas se encontravam. Para ver as 17 páginas do Storyboard, clique aqui.

3. Concepts:

Concepts iniciais do filme
Concepts iniciais do filme

Ao mesmo tempo em que o Storyboard era produzido, a ilustradora Patricia Campinas, com quem já fizemos vários outros projetos, estava desenvolvendo o conceito dos personagens principais, assim como cenários, estilo de traço, paletas de cores e etc.

Sobre esta fase do projeto, seguem alguns comentários da ilustradora:
“A priori, os esboços partem da escolha de elementos determinantes que estejam nas referências dadas. Isso auxilia na identificação do core do estilo empregado nestas. No caso deste filme, pude observar uma forte influência dos cartoons antigos, das décadas de vinte, trinta, quarenta e cinquenta. Após ter identificado esta característica, fiz uma pesquisa deste tipo de desenho e com base na mesma, desenvolvi os esboços finais, que foram escolhidos pelo estúdio.”

4. Ilustrações:

Algumas poses de 2 personagens principais
Algumas poses de 2 personagens principais

Após a aprovação do Storyboard e dos Concepts, começamos então uma grande demanda de ilustrações, onde todos os elementos, e principalmente os personagens, tinham que ser construídos já se pensando na forma em que seriam animados. Patricia Campinas e sua assistente Bianca Oddone construíram então arquivos PSD com várias e várias camadas. De vez em quando, por questões técnicas de animação, algumas alterações tinham que ser feitas nas estruturas dos personagens.

Conforme Patricia, as ilustrações foram produzidas em três etapas: desenhos a lápis, vetorização e organização das camadas para setup de personagens, e finalmente pintura em Photoshop. Sobre esta fase, a ilustradora observa o seguinte: “Uma coisa muito interessante em filmes de animação, que venho sendo levada a sempre considerar é: a história por trás da história. Para isso, as formas e as texturas dos personagens, os cenários e os detalhes deixados para trás em uma primeira leitura, se tornaram objeto de fundamental importância na construção das ilustrações. Após conversar com o estúdio sobre o perfil psicológico das personagens, e o perfil do mundo em que elas habitam. Com esse perfil, tento transpor em termos imagéticos estas características. A paleta de cores foi determinada com o mesmo processo utilizado para os concepts. Embebendo-se das referências enviadas de paletas que agradavam ao cliente, verifiquei quais eram os grupos de tonalidades, que tipo de azuis, roxos ou verdes eram utilizados para sombras,  se eram cores saturadas ou não. E com este pequeno “banco de dados”, desenvolvi a paleta base de cores do filme.”

5. Animações:

Algumas das várias cenas do filme
Algumas das várias cenas do filme

Conforme as ilustrações de personagens ficavam prontas, teve início uma grande demanda de animações. Nosso parceiro Aleksander Saharovsky foi o Lead Animator do projeto, e ficou responsável por dar vida e definir a personalidade de cada um dos personagens, principais e secundários, nas mais variadas cenas do filme.

Sobre esta fase do projeto, seguem alguns comentários do animador:
“Uma das partes mais bacanas da animação é quando você recebe os personagens e começa a imaginar mil situações para eles. Antes de começar as animações sempre converso com o pessoal envolvido no projeto. É muito importante nessa fase inicial ler o storyboard e assistir o animatic várias vezes e principalmente, tentar absorver o máximo de informações das cenas. Recebendo os personagens começo a fazer o “rig” deles (setup para animação), o que é uma fase muito complicada, pois cada personagem tem uma estrutura. Em alguns personagens você acaba refazendo o setup umas 3 vezes, pois quando você começa a animar percebe que não esta funcionando muito bem. A partir disso inicio meu processo de animação. Se vou ter que animar algo que não consigo imaginar, busco referencias reais e começo a visualizar na minha cabeça  como isso seria em 2d, e só então faço as poses-chaves. Se falta inspiração, basta assistir filmes e animações de Disney, Blue Sky, Chuck Jones, Tex Avery e o queridíssimo The Animator’s Survival Kit que minha inspiração retorna como mágica. Outra coisa que me empolga muito em animar no After Effects é que atualmente conseguimos trabalhar em um software 2d utilizando a técnica de Inverse Kinematics, e isso sem sombra de dúvidas deixa a animação mais fluida e o resultado final fica incrível.”

Algumas cenas foram produzidas pelos animadores: Luiz Gustavo, Diego Coutinho e Diego Sato. Eduardo Messias e eu também produzimos algumas animações de telas de computador que aparecem no filme e alguns itens gerais de cenário.

6. Finalização:


Na montagem e composição das cenas, fomos auxiliados pela designer Mariane Paoletti. Nesta fase nós trabalhamos com efeitos visuais simples, de forma que pudéssemos complementar as cenas sem tirar a atenção dos personagens, que são o foco principal do filme. Fui responsável pela direção do projeto, edição e tratamento geral de cores (finalização).

7. Trilha Sonora e Efeitos Sonoros:


A produção de áudio do filme foi realizada pela Cromo.sônica, com quem sempre trabalhamos em nossos projetos. Luis Bergmann, produtor musical, desenvolveu a trilha sonora e todos os efeitos sonoros do filme. A dublagem dos personagens foi realizada no Estúdio Traquitana, onde atuaram os locutores Adriana Dre e Zé Luiz. Eu também participei da gravação, fazendo alguns personagens.

Sobre esta fase do projeto, seguem alguns comentários dos produtores:

“A trilha principal é composta de um tema cômico, semelhante a música cigana do Leste Europeu. Essa trilha dialoga com a animação e seus personagens, descrevendo as diversas emoções e ações presentes na narrativa. Com a música e os instrumentos musicais, tivemos o cuidado de tentar traduzir cores e caracteristicas peculiares dos traços dos personagens para o mundo sonoro. Além do tema principal, ainda foram criados outros momentos musicais específicos e distintos - um ballet clássico e um tema de suspense. Após a composição musical foram feitos o desenho sonoro e as vozes. Essas tem sempre uma estética caricata, de novo, correspondente a individualidade dos personagens.”

Ficha Técnica de Produção:


Diretor, Artista de Storyboard e Editor: Ricardo Maximo
Produtor Executivo e Assistente de Direção: Eduardo Messias
Ilustradora: Patricia Campinas
Assistente de Ilustração: Bianca Oddone
Animador Líder de Personagens: Aleksander Saharovsky
Animadores de Personagens (algumas cenas): Luiz Gustavo, Diego Coutinho e Diego Sato
Composição e Efeitos: Ricardo Maximo, Eduardo Messias e Mariane Paoletti
Produtora de Som: Cromo.sônica
Trilha Sonora e Efeitos Sonoros: Luis Bergmann
Dublagem: Adriana Dre, Zé Luiz e Ricardo Maximo
Gravação: Estudio Traquitana

Para assistir o vídeo, é só clicar em um dos links abaixo:
QuickTime | Vimeo | Youtube

2011

29.12.2011  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Assuntos Gerais  |  Comente

A Grande Onda de Kanagawa
A Grande Onda de Kanagawa. Katsushika Hokusai (1830 - 1833)

O ano de 2011 foi praticamente uma insana correria. Na minha opinião, em um vasto mar de divergentes ondas quebrando simultaneamente, em intensidades e velocidades totalmente distintas, chegam momentos em que quase me perco na quantidade de informações que estão ali para serem absorvidas, aprendidas e usadas em tempo real. Nesta ininterrupta tempestade de água salgada e selvagem, cujos ventos frios e cortantes ora sopram em nosso favor e ora sopram contra nossa pequena embarcação, como manter o distanciamento emotivo constante, de forma que as emoções furiosas e as necessidades imediatistas não sobreponham o bom senso e as prioridades fundamentais que funcionam apenas no longo prazo?

Enquanto as intempéries das mais variadas importâncias e emergências acontecem, não é possível parar o frágil barco para resolver cada uma individualmente. Os problemas podem até serem divididos em problemas menores, mas esta divisão deve ocorrer de forma tal que as soluções não tirem o foco principal da navegação.

Fora isso, não há como prever o que vai acontecer e o que não vai acontecer no meio de uma imensidão orgânica de ondas e fatos matematicamente incalculáveis. Não há a menor possibilidade de controlar, de dominar o fenômeno vivo cuja vontade própria obedece a regras absolutas e desconhecidas.

Mas isso não significa estar cego. Isso significa que deve existir uma atenção maior que possa alternar entre o todo e o detalhe, uma espécie de vigilância, para tentar reagir da melhor forma possível às grandes ondas. E quando existir a oportunidade certa de atravessar, mesmo que por um curtíssimo tempo e por um estreito espaço, agir conscientemente.

Um ótimo 2012 para todos! :)

A imagem escolhida para este post é a gravura mais conhecida do grande artista Katsushika Hokusai (outubro ou novembro de 1760 - 10 de maio de 1849), pintor e gravurista do período Edo no Japão. A obra, chamada “A Grande Onda de Kanagawa” (Kanagawa oki nami ura), é a primeira de uma série de gravuras em madeira, entitulada “Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji” (Fugaku Sanju-Rokkei).

Exposições no MASP: Deuses e Madonas, Olhar e Ser Visto, 6 Bilhões de Outros

31.05.2011  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Eventos  |  Comente

MASP: Deuses e Madonas, Olhar e Ser Visto, 6 Bilhões de OutrosMASP - Avenida Paulista, São Paulo

O MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), importante ícone cultural e artístico de São Paulo, está atualmente com várias e excelentes exposições, entre as quias, tive a oportunidade de visitar três neste agradável final de semana: “Deuses e Madonas”, “Olhar e Ser Visto” e “6 Bilhões de Outros”. Seguem algumas informações abaixo.

1. Deuses e Madonas

A Arte do sagrado

Deuses e MadonasVirgem com o Menino e São João Batista Criança. Botticelli (1490-1500)

Com obras originais que vão desde o século IV a.C. até o século XVIII d.C., a exposição “Deuses e Madonas”, concebida pelo curador José Roberto Teixeira Coelho (crítico de arte e professor de política cultural da ECA-USP), começou em Outubro de 2010 e não tem previsão de encerramento. As obras são de artistas como El Greco, Botticelli, Delacroix, Rafael, Tintoretto, entre outros. Então, para quem aprecia e/ou estuda história da arte, é uma ótima oportunidade para conhecer importantes obras de fases como o Romantismo e o Renascimento. Segue um texto sobre esta exposição, escrito pelo Sr. Coelho:

“A representação de deuses e madonas nesta exposição alicerça-se sobre a ideia do  sagrado,   uma categoria da relação entre o ser humano, a vida e o mundo, que pertence ao campo do indizível, daquilo que foge ao racional. Em sentido comum, o sagrado expressa um atributo moral traduzido pela ideia do bom e do bem. Mas esse é uma visão racional do sagrado, como sugere Rudolf Oto, que cunhou o termo numinoso para referir-se ao sagrado descontado seu aspecto moral e, portanto, seu lado racional. Numinoso é, assim, aquilo que não pode ser traduzido em conceitos, algo de amplo alcance indo muito além do que é “apenas” moral (os deuses gregos não tinham sempre um comportamento moral, e mesmo no monoteísmo cristão há interpretações divergentes sobre a natureza boa ou má das entidades divinas).

O numinoso não se traduz em palavras – mas pode manifestar-se em imagens, como na arte. Hegel anotou que a arte “dá vida ao que é meramente sensorial, atribuindo-lhe uma forma que exprime a alma, o sentimento, o espírito”. Mas a arte anima também, e torna visível, aquilo que é, mais que sensorial, intuitivo e nocional, como o numinoso.

A coleção do MASP reúne obras cujo tema é o numinoso tanto na versão grega clássica como na manifestação cristã que se dão ao redor da ideia dos deuses e das madonas, dois grandes personagens da história da arte ocidental.  São dois sistemas de valores distintos, expressos nos pincéis de grandes mestres da arte ocidental. É deles e de sua arte, não do sagrado em si, que trata esta exposição.  Durante largo tempo o sagrado foi um tema privilegiado da arte e era o sagrado que interessava, não a arte que o exprimia (e que nem arte, no sentido contemporâneo, era). Hoje, no museu, com obras do século 14 ao 21, a situação se inverte e o assunto central é a arte e seus códigos de representação da realidade e do imaginário.”

Mais informações sobre esta esposição e o texto completo podem ser encontrados no site do MASP.

2. Olhar e Ser Visto

Retratos e Auto-retratos

Olhar e Ser VistoA Amazona - Retrato de Marie Lefébure. Manet (1870-1875)

A exposição, com obras do Acervo do MASP, é focada em retratos de personalidades e auto-retratos de incríveis artistas e mestres, como Goya, Picasso, Renoir, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, entre outros. Segue um trecho do site:

“O retrato é talvez o mais poderoso gênero da história das artes visuais, com uma presença que se estende desde pelo menos o século 270 a.C. até os dias de hoje. O fascínio que exerce sobre a imaginação humana é único: continua a ser um elo privilegiado entre a razão e o espírito mágico, que não abandona a humanidade. Isso porque o retrato tanto se entrega ao olhar do observador como o observa atentamente, o que pode ser ao mesmo tempo reconfortante e ameaçador.

As culturas ditas primitivas não deixam de ter razão quando instruem seus membros a negarem-se ao olho da câmera: não é só a aparência do fotografado que a máquina captura, mas também seu espírito, sua essência. O retrato é, assim, um constante exercício de psicologia social e individual.”

Mais informações sobre esta esposição e o texto completo podem ser encontrados no site do MASP.

3. 6 Bilhões de Outros

Mosaico Multi-cultural

6 Bilhões de Outros6 Bilhões de Outros - Mosaico. Yann Arthus Bertrand (2003-2010)

Chegou ao Brasil no dia 20 de Abril e ficará aberta ao público até o dia 10 de Julho a exposição “6 Bilhões de Outros”, após passar pela França, Itália, Dinamarca, Coréia, Birmânia, Bélgica e outros países.

Lançado em 2003, o projeto do fotógrafo Yann Arthus Bertrand reuniu 5 mil depoimentos, captados em 75 países por 6 diretores. Os entrevistados respondem perguntas simples sobre suas lembranças de criança, sonhos, medos, sonhos, problemas e esperanças.

Uma das partes da exposição é a “Vila de Yourts” (tendas tradicionais usadas pela população mongol nômade). Cada Yourt possui um espaço de projeção temático, onde o visitante pode aprender mais sobre outras pessoas, de vários locais diferentes do mundo.

Mais informações sobre esta esposição no site do projeto 6 Bilhões e também no site do MASP.

CCSP - Festival do 36º Anuário de Criação

30.05.2011  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Eventos  |  Comente

CCSP - Festival do 36º Anuário de Criação

Em fevereiro deste ano, tive a imensa honra de ser convidado para participar do júri do 36º Festival do CCSP, na categoria Digital, com incríveis profissionais de agências e produtoras como Almap BBDO, Click, EC, F/Nazca, Olgivy, Pivot, Taxilabs, entre outras. O júri foi presidido por Raphael Vasconcellos, VP de Criação da Agência Click Isobar.

O Clube de Criação de São Paulo existe desde 1975, e foi fundado por publicitários da área de criação com o objetivo de valorizar e preservar a qualidade da propaganda brasileira. Assim, todo ano é realizada uma premiação para escolher o melhor da propaganda e depois editar esses anúncios em um livro.

Segue um texto sobre o Festival do site CCSP:
“O principal objetivo do Clube de Criação de São Paulo, ao editar o Anuário de Criação, é contribuir para a cultura brasileira, registrando anualmente em livro as idéias mais criativas dos profissionais de Propaganda, Design, Marketing Direto, Material Promocional e Internet de todo o país. Para selecionar os trabalhos, no início de cada ano o Clube promove um concurso em que são inscritas as peças que foram criadas, produzidas e veiculadas após a realização do concurso do ano anterior. A responsabilidade pela premiação fica a cargo de um júri escolhido pela atual diretoria do Clube de Criação. Competem a esta diretoria a organização do concurso e a edição do livro.

A premiação fundamental para um trabalho é entrar para a história, ficando registrado no Anuário de Criação. Por isso, todos aqueles que forem selecionados recebem, simbolicamente, o Prêmio Anuário. No entanto, como há trabalhos que se sobressaem, convencionou-se que o júri pode classificar o conjunto dos premiados em quatro níveis: Prêmio Anuário Ouro, Prêmio Anuário Prata, Prêmio Anuário Bronze e Prêmio Anuário.”

A festa de premiação foi realizada no dia 11/05 no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Além de ótimas peças terem recebido prêmios, a marca Nike ganhou como Anunciante do Ano. Sendo atendida pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, a empresa conquistou quatro troféus de Ouro e nove de Prata por trabalhos relativos à campanha “República Popular do Corinthians”.

Fazer parte de um time que julgou e premiou as melhores peças Online produzidas em 2010, foi além de tudo, um incrível aprendizado sobre como as principais campanhas publicitárias nacionais estão evoluindo.

Segue um post do CCSP sobre a campanha que mais chamou a atenção no Festival:
100 anos. Uma nação - F/Nazca cria para Nike / Corinthians

Cut&Paste 2010 em São Paulo

22.10.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Eventos  |  Comente

Cut&Paste 2010 em São Paulo

Os eventos das mais variadas áreas de comunicação no Brasil expandem a cada ano, tanto em quantidade como em qualidade. Prova disso é o Cut&Paste, torneio internacional trazido para terras tupiniquins pela equipe do IdeaFixa.

Seguem abaixo alguns trechos sobre o evento:
“No dia 27 de Novembro acontecerá em São Paulo o Cut&Paste, competição entre designers que disputam ao vivo, em 3 categorias: 2D, 3D e Motion Design. O evento é global e neste ano será realizado nas cidades: Tókio, Seul, Bangkok, Londres, Berlim, Cidade do México, Nova Iorque, São Francisco e Los Angeles. São Paulo foi escolhida como a cidade que vai sediar a etapa sul americana do embate.

Os candidatos selecionados receberão o briefing uma semana antes da competição e terão que produzir suas peças num curtíssimo espaço de tempo, diante de um público que pode chegar a 1.000 pessoas. Os vencedores das 3 categorias irão para Nova Iorque com tudo pago, para competir com os finalistas dos outros países participantes.

IMPORTANTE: o passaporte e visto para os EUA devem estar em dia, ao se inscrever é necessário que o candidato tenha esse assunto encaminhado, já que é um item classificatório.”

Links para os posts do IdeaFixa:
Cut & Paste: um evento de design como o Brasil nunca viu
Quer competir no Cut&Paste? Inscrições abertas!

Links do Cut&Paste:
Cut&Paste em São Paulo
Inscrição no Evento
Vídeos do Cut&Paste no Vimeo

Eu tive o imenso prazer de ser convidado para fazer parte do júri deste evento, na categoria Motion Design, ao lado de mestres como:
Cisma, diretor de filmes publicitários e animações;
Gisela Domshke, artista curadora e designer;
Guto Terni, sócio-fundador do estúdio Animatório;
Roberto Martini, fundador, CEO e diretor de criação da agência CuboCC.

Além disso, estarão julgando projetos em outras categorias os mestres e companheiros:
Ariel Costa, sócio-fundador e diretor de filmes do estúdio Nitroglicerina (3D);
Marck Al, sócio-fundador do estúdio Nitrocorpz (2D).

E também farão parte do júri grandes profissionais renomados como Carlo Giovani, David Bermasco do Colletivo, Rafael Grampá, Eugenio Scoletta do Istituto Europeo di Design, Fernando Reule da Seagulls Fly e Marcelo Souza da O2 Filmes.

Quando:

Sábado, 27 de Novembro, 2010
À partir das 14h: palestras, atividades, workshops e feira
À partir das 19h: batalha de designers ao vivo

Onde:

Campo de Futebol da Atlética de Medicina da USP
Rua Arthur de Azevedo, 1, Pinheiros

Novo Projeto: LG “Radio 2.0″

04.10.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Portfolio  |  Comente

LG “Radio 2.0″

A Y&R Brasil criou uma campanha para a LG chamada “Life´s Good Lab”, onde os usuários do Facebook podem criar idéias de novos produtos para a marca. O roteiro do filme foi feito pela Y&R. Nós fizemos a direção do filme, storyboards, direção de arte, edição e produzimos as animações do projeto com Aleksander Saharovsky. As ilustrações foram criadas por Patricia Campinas. A trilha sonora e os efeitos foram feitos pela Cromo.sônica.

Veja o vídeo em: QuickTime | Vimeo | Youtube.

Novo Projeto: PNC Bank “Calendar”

20.09.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Portfolio  |  Comente

PNC Bank "Calendar"

Este filme mostra uma das várias ferramentas do PNC Virtual Wallet, um software online do banco norte-americano PNC. A criação foi realizada pela agência Deutsch New York. A direção, produção do filme e pós-produção foram realizadas pela Lobo. Nós fizemos o tracking das cenas e as animações 3D. A iluminação 3D e as configurações de render foram produzidas por Daniel Sian. O projeto foi comissionado pelo The Ebeling Group.

Veja o vídeo em: QuickTime | Vimeo | Youtube.

Isaac Asimov (O Bom Doutor)

02.05.2010  |  Publicado por Dr. No na categoria Sci-Fi / Ciências  |  Comente

Isaac Asimov (O Bom Doutor)

Autor: Dr. No

Isaac Asimov (1920-1992).
Escritor de mais de 500 livros.
Escreveu novelas e coleções de contos de ficção científica (Eu, Robô - 1950 e O homem bicentenário – 1976, entre outros), novelas e coleções de contos de mistério (The death dealers – 1958 e Murder at The ABA – 1976), histórias de fantasia (Azazel - 1988), e várias antologias sobre ficção e fantasia.

Escreveu também livros e artigos científicos sobre matemática, astronomia, química e bioquímica, física e biologia, história e até sobre a Bíblia (Asimov’s Guide to the Bible vol I e II - 1981, por exemplo), sátiras e humorísticos, autobiográficos e outros.

No meu tempo de infância, em plena guerra fria, na maioria dos filmes sobre robôs, estes eram considerados malignos: criaturas enormes e poderosas, sem piedade e também sem criador. Apareciam do nada e destruíam tudo. Asimov, russo de nascimento, mas americano por naturalização, mudou esta imagem, trazendo a figura do bom robô, algo como o “bom selvagem” de Rousseau, de alma positrônica basicamente boa.

Suas histórias mostram bons robôs, educados, gentis e respeitadores das leis. São famosas as suas três leis da robótica:
1. Um robô não deve prejudicar um ser humano ou, por inação, deixá-lo ser prejudicado;
2. Deve obedecer ordens dadas por um ser humano, exceto quando estas ordens entrem em conflito com a primeira lei;
3. Um robô deve proteger sua própria existência desde que esta proteção não entre em conflito com a primeira ou segunda lei.

Além de histórias robóticas, os livros mais conhecidos são os da trilogia Fundação (Fundação - 1951, Fundação e Império - 1952 e Segunda Fundação - 1953), com o início da história situado a mais de mil anos no futuro, num tempo em que a humanidade conquistou toda a galáxia e a colonizou (e nossa pobre Terra foi esquecida, um lugar desconhecido da origem da humanidade). Venceu um Prêmio Hugo Especial em 1966, como melhor série de contos de ficção científica, tendo derrotado a saga Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien.

Alguns links:
Isaac Asimov Home Page
Isaac Asimov na Wikipedia
Isaac Asimov no IMDB
A Catalogue of Isaac Asimov’s Books

Sobre o autor:
Dr. No, a quem agradecemos de coração pelo post, preferiu não dar muitas informações sobre o que faz. Para quem não o conhece, segue um vídeo de importante referência.

Novo Projeto: Nike “Mandingas”

29.04.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Portfolio  |  Comente

Novo Projeto: Nike "Mandingas"

Este filme faz parte de uma campanha para a Nike, criada pela agência F/Nazca. Nós produzimos as animações com Chico J, que foi responsável pela direção da parte de Motion. A produção do filme e a direção geral foram realizadas pela O2 Filmes. Todas as ilustrações foram criadas por Speto. A trilha sonora foi produzida pela Satélite.

Veja o vídeo em QuickTime ou no Vimeo.

Nitroglicerina com novo site

29.04.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Parceiros  |  Comente

Nitroglicerina com novo site

Nossos camaradas da Nitroglicerina, estúdio de animação e design com trabalhos incríveis, atualizaram o portfólio com novos projetos, realizados para importantes clientes como Petrobrás, Reebok, MTV, Nickelodeon, Marvel, entre outros. Confira!

Links da Nitro: Portfolio, Vimeo, Flickr e Blog.

Duncan Jones & Moon

24.04.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Diretores, Sci-Fi / Ciências  |  Comente

Duncan Jones

Duncan Jones, nascido em 30 de maio de 1971, na Inglaterra, filho do músico David Bowie, é um dos mais novos talentos na direção de filmes de ficção científica. Seu primeiro longa-metragem independente, Moon (2009), tem sido muito bem recebido pela crítica mundo afora.

O filme, além de seguir referências de obras-primas do cinema como 2001 - Uma Odisséia no Espaço (1968) e Solaris (1972), evita da melhor forma possível os estereótipos de personagens com os quais estamos acostumados.

No filme, Sam Bell (interpretado com maestria por Sam Rockwell) trabalha em uma estação lunar supervisionando a mineração de Helium 3 – usado como combustível “limpo” na Terra. Ele segue metodicamente sua rotina de trabalho durante o prazo de contrato de três anos. Nas horas de descanso, gosta de regar plantas em uma estufa e montar sua maquete. E o que mais deseja é voltar para a Terra, para poder ver a esposa e a filha de dois anos, que viu crescer através das mensagens de vídeos esporádicas que recebe.

Faltam apenas duas semanas para acabar o trabalho na Lua, mas a saúde de Sam está deteriorando e ele sofre um acidente. Após isso, ele conhece um outro Sam mais jovem, idêntico a ele. E que está ali para cumprir os mesmos três anos de contrato.

A obra conta também com a interpretação de Kevin Spacey, fazendo a voz do robô Gerty e com a ótima trilha sonora de Clint Mansel. No Brasil, infelizmente, o filme foi lançado diretamente em DVD e Blu-ray.

O filme do estreante diretor já participou de festivais como Sundance, SWSX e ganhou prêmios como BAFTA, British Independent Film Awards, entre outros. E Duncan Jones já está envolvido em um novo projeto, chamado Source Code.

Veja o trailer oficial de Moon.
Mais informações sobre Duncan Jones no IMDB e no Wikipedia.

Novo Portfolio de Leandro Lima

24.03.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Parceiros  |  Comente

Novo Portfolio de Leandro Lima

Está online o novo portifolio de Leandro Lima, com maravilhosas ilustrações! Leandro atualmente está trabalhando em um estúdio de Design em Milão, Itália. Confira os projetos no site e no Flickr do ilustrador.

Rmax Reel 2010

05.02.2010  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Portfolio  |  Comente

Rmax Studio Reel 2010

Finalmente montamos o nosso primeiro Reel! :)
Este vídeo contém alguns momentos de nossos trabalhos selecionados entre 2007 e 2009.

A trilha sonora é Methusalem - Time Machine (1980). A trilha utilizada na “mini intro retrô” é Automat - (the) Rise, (the) Advance, (the) Genus - Part I (1978).

Veja o vídeo em QuickTime ou no Vimeo.

Big Zoom Out: Terra, Galáxias, Universo, Teoria M, Deus e Tudo Mais

29.12.2009  |  Publicado por Ricardo Maximo na categoria Documentários, Sci-Fi / Ciências  |  Comente

Star-Birth Clouds in M16Star-Birth Clouds in M16 - imagem do site Hubble.

“Fuçar” links na internet sobre determinados assuntos é um incrível passatempo de infinitas possibilidades, que vão desde o mais simples entretenimento até o conhecimento de vários assuntos interessantes. Muitas vezes, acabamos encontrando novas coisas e aprendendo muito mais do que esperávamos. É óbvio que a utilização de sites como o Wikipedia faz com que os processos de um estudo sejam mais fáceis e objetivos, mas isso não torna o encontro “randômico” de novos assuntos uma coisa menos atrativa.

Atualmente, após assistir o vídeo “The Known Universe”, cujo link encontrei no site Updaters, lembrei-me da vasta curiosidade que tinha sobre esses assuntos em um passado “não tão distante”, de uma época em que Tocantins e Goiás eram um único estado, lá entre 1986 e 1988: eu ficava horas lendo os livros do meu pai, sobre dinossauros, atlas antigos e livros sobre o sistema solar com muitas e muitas figuras.

Assim, voltando do nostálgico túnel do tempo, segui clicando em links de vídeos relacionados no Youtube e cheguei em alguns documentários. Fiz um breve resumo sobre alguns deles e coloquei neste post. Espero que você possa arranjar tempo para apreciar cada um deles, pois são todos fantásticos.

1. “The Known Universe”

Produzido pelo American Museum of Natural History, 2009

The Known Universe by AMNH

“The Known Universe” é uma animação em computação gráfica com um incrível Zoom Out que é iniciado na Terra e vai até os limites conhecidos do universo, passando por órbitas dos planetas do Sistema Solar, pela Via Láctea e outras galáxias. O filme de 6 minutos pôde ser realizado graças ao mais completo mapa quadridimensional do universo, o Digital Universe Atlas, que é mantido e atualizado por astrofísicos do Museu Americano de História Natural (AMNH). Caso queira aproveitar melhor o video, é possível vê-lo em High Definition.

2. “God, The Universe and Everything Else”

Produzido pela Central Independent Television, 1988

God, The Universe and Everything Else

A origem e o fim do universo, a natureza de Deus e os mecanismos da criatividade são temas discutidos neste programa de televisão de 1988, por três grandes pensadores: Professor Stephen Hawking, Doutor Carl Sagan e o novelista Arthur C. Clarke.

Stephen Hawking é um dos mais consagrados físicos teóricos da atualidade. Seus principais campos de pesquisa são cosmologia teórica e gravidade quântica. Lançou cerca de 10 livros, entre eles “Uma Breve História do Tempo” e “O Universo numa Casca de Noz”.

Carl Sagan (1934 – 1996) foi um cientista e astrônomo americano, conhecido por divulgar a ciência através de vários livros, uma série de TV chamada Cosmos, vista por mais de 500 milhões de pessoas, e um romance que virou filme após sua morte: “Contato” (1997), dirigido por Robert Zemeckis.

Arthur C. Clarke (1917 – 2008) foi um escritor britânico, cuja obra de ficção científica mais famosa é “2001: Uma Odisséia no Espaço”, que foi adaptada aos cinemas pelo grande mestre Stanley Kubrick (1928 – 1999).

Este programa tem cerca de 50 minutos e está dividido em 6 partes, todas com legendas em português. Seguem os links:

Link 1 (Part 1 of 6) - Link 2 (Part 2 of 6) - Link 3 (Part 3 of 6)
Link 4 (Part 4 of 6) - Link 5 (Part 5 of 6) - Link 6 (Part 6 of 6)

3. “Parallel Universes”

Produzido pela BBC, 2002

Parallel Universes

Evolução da Teoria M, possíveis universos paralelos, super-cordas, membranas, 11ª dimensão… Muitos elementos fantásticos da física são abordados neste documentário que traz novas descobertas na busca de uma única teoria que mostre o total e perfeito funcionamento do Universo.

O filme tem cerca de 44 minutos e está dividido em 5 partes, todas com legendas em português. Seguem os links:

Link 1 (Part 1 of 5) - Link 2 (Part 2 of 5) - Link 3 (Part 3 of 5)
Link 4 (Part 4 of 5) - Link 5 (Part 5 of 5)